• Alessandra Medeiros

Você conhece a SÍNDROME DE MAY-TURNER?

Atualizado: 21 de abr.

Mas que nome é esse? Você já ouviu falar?

Se o paciente tem varizes de apresentação muito assimétrica - sendo pior especialmente a esquerda - como quando há úlceras, alterações de pele, manchas em um lado e no outro nada, deve levantar um alerta.

Outras situações que também devem ser valorizadas são os casos de sintomas de congestão pélvica (varizes pélvicas, sensação de peso em baixo ventre, desconforto crônico para urinar e dor na relação sexual), e em situações de varizes recidivantes (aquelas que aparecem novamente após tratadas), principalmente se em trajetos não habituais.

Todas essas situações levam a suspeitar de que possa haver alguma outra causa para essas alterações, que pode estar dentro do abdômen.



A drenagem de sangue venoso das pernas dá continuidade dentro da pelve e do abdômen pela veia ilíaca em cada lado, que unida àquela do outro lado forma a veia cava. Essa última sim, irá levar o sangue de volta ao coração.

Na anatomia normal, a veia ilíaca da perna esquerda passa atrás de uma artéria (a artéria ilíaca comum direita) e pode ser comprimida (apertada) por esta artéria.


Quando ocorre essa compressão além do fisiológico há comprometimento do retorno de sangue do membro inferior esquerdo, e provocando


lentificação da circulação venosa dessa perna.

Esse fato predispõe a ocorrência de trombose nessa perna, varizes de formas atípicas e em característica pior que o outro lado.


O nome dado a essa compressão quando patológica é MAY-TURNER. E se o fenômeno de May-Turner (a compressão) gerar sintomas significativos, pode ser necessário o tratamento.


Atualmente o tratamento de escolha para a Síndrome de May Turner é por via endovascular (minimamente invasivo, por punção), com a colocação de um stent no interior da veia, com o objetivo de mantê-la pérvia e com calibre normal (como uma armação por dentro da veia) e impedir sua compressão.


Nos casos de suspeita da síndrome, como mencionado acima: em varizes atípicas e recidivadas, sintomas de congestão pélvica, assimetria importante de doença venosa a esquerda em relação à direita, e trombose venosa em membro inferior esquerdo sem fator desencadeante identificado, a investigação pode ser realizada inicialmente com um ecodoppler de cava e ilíacas, podendo ser necessário prosseguir investigação com angiotomografia venosa.


Tanto a investigação como o tratamento na atualidade são minimamente invasivos, e o tratamento pode trazer grandes benefícios e melhora de sintomas.



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